[...] cada vez que ensinamos prematuramente a uma criança alguma coisa que poderia ter descoberto por si mesma, esta criança foi impedida de inventar e conseqüentemente de entender completamente. Isso obviamente não significa que o professor deve deixar de inventar situações experimentais para facilitar a invenção de seu aluno.

(PIAGET, 1975 apud BECKER, 2003 p. 89)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Matemática

 As crianças participam de uma série de
situações envolvendo números, relações entre quantidades, noções sobre espaço. Utilizando
recursos próprios e pouco convencionais, elas recorrem a contagem e operações para resolver
problemas cotidianos,  marcar e controlar os pontos de um jogo, uso do calendário,
dividir objetos, mostrar com os dedos a idade, situações problema.
 Essa vivência inicial favorece
a elaboração de conhecimentos matemáticos. Fazer matemática é expor ideias próprias,
escutar as dos outros, formular e comunicar procedimentos de resolução de problemas,
confrontar, argumentar e procurar validar seu ponto de vista, antecipar resultados de
experiências não realizadas, aceitar erros, buscar dados que faltam para resolver problemas,
entre outras coisas. Dessa forma as crianças poderão tomar decisões, agindo como produtoras
de conhecimento e não apenas executoras de instruções. Portanto, o trabalho com a
Matemática pode contribuir para a formação de cidadãos autônomos, capazes de pensar
por conta própria, sabendo resolver problemas.

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